Quem sou eu?

Minha foto
Campo Largo, Paraná, Brazil
Psicóloga Clínica, graduada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Pós-graduada em Neuropsicologia e Terapia Familiar Sistêmica. Hipnoterapeuta. Formação em Terapia Comportamental e Cognitiva. Atendimentos em saúde mental: Tanstornos de ansiedade, Transtornos de humor, Problemas relacionais (família/casal), escolares, entre outros. Desenvolve cursos para auxiliar no emagrecimento - "Programa de Emagrecimento: Pense Magro", curso para pais e casais, palestras diversas. Artigos Publicados Direitos autorais reservados.
SEJA BEM VINDO AO MEU BLOG !!

ARTIGOS

A DOR CRÔNICA E OS RECURSOS TERAPÊUTICOS

*Josiéte Trentini Stocco

A dor pode ser considerada uma das principais sensações que debilita e desestrutura o indivíduo. De acordo com conceitos pesquisados, dor é um problema de saúde pública, que leva o indivíduo a buscar o sistema de saúde, e que todas as pessoas já vivenciaram ou irão vivenciar em suas vidas.
A International Association for Study of Pain (IASP) classifica dor como "uma experiência sensorial e emocional desagradável associada com danos reais ou potenciais em tecidos, ou assim percepcionada como dano.” (IASP, 1979, p. 250 apud Scopel, 2008 p.1).
 Segundo Dellaroza et al. (2008, p.36):
“a dor crônica pode ser definida como a dor contínua ou recorrente de duração mínima de três meses; sua função é de alerta e, muitas vezes, tem a etiologia incerta, não desaparece com o emprego dos procedimentos terapêuticos convencionais e é causa de incapacidades e inabilidades prolongadas.”
Para facilitar os padrões de pesquisas a Associação Internacional para Estudo da Dor definiu dor crônica como aquela com duração maior que seis meses, contínua ou recorrente.
Além disso, Dellaroza (2008) explica que pelo tempo em que ocupa da vida do individuo, a dor crônica causa comprometimento das atividades habituais, recreacionais, sociais e familiares. Podendo gerar uma incapacidade funcional progressiva, sofrimento e custo socioeconômico.
A dor pode ser aguda ou crônica e faz-se necessária avaliação médica e psicológica para estabelecer tipos, causas e possíveis tratamentos. As formas de tratamento são diversas e podem ser específicas para cada tipo de dor. Podemos citar o tratamento medicamentoso, fisioterapia, acupuntura, massagem, psicoterapia, terapias alternativas, entre outras. Ou seja, uma equipe multidisciplinar poderá estar envolvida com o mesmo objetivo, favorecendo o alívio da dor e promovendo a qualidade de vida ao paciente.
Em se tratando de cronicidade, pode estar presente em diversas patologias, entre elas, a fibromialgia, neuropatia diabética, enxaquecas, reumatismos... E também acarretar em comorbidades como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, entre outros transtornos.
Para Lima e Trad (2007, p. 2674), “A dor crônica é usada como uma categoria não oficial, uma categoria anômala, parcialmente legitimada como doença. Na ausência de mecanismos fisiológicos conhecidos, a atenção tem sido voltada para determinantes psicológicos e sociais da dor”.
Em situações em que a dor não tem localização específica, não há lesão evidente, entende-se como subjetiva, interpretativa, onde não existe visibilidade, e desta forma dificulta diagnóstico, tratamento e avaliação de resultados. Nessas condições, o encaminhamento ao psicólogo é primordial, interpretando-se como algo do campo de saúde mental. Este é um fator delicado, tendo em vista, a resistência do próprio paciente em aceitar que sua dor física “não existe”.
Conforme explica Sérgio (apud Lima e Trad 2007, p. 2675) “Toda dor tem um componente psicológico (...) o componente psicológico vai modular isto àquele momento da sua vida e você vai mostrar isto para o mundo através de um comportamento, seja verbal, seja postural, seja fisiológico (...)”.
Na abordagem psicológica da dor é importante investigar sem sombra de dúvidas, possíveis traumas emocionais. Além disso, qual o significado desta dor e que lugar ocupa em sua vida, que sentimentos estão associados e que projetos foram interrompidos. A reestruturação, readaptação e aceitação são fatores que deverão ser foco do trabalho terapêutico, pois a partir destes mecanismos se dará o sucesso ou não do tratamento.
De acordo com Lima e Trad, (2007, p. 2677), “os objetivos terapêuticos vão girar em torno de retomar as atividades cotidianas, recuperar a função, sair do isolamento social, apesar da permanência da dor. Estes passam por deslocar a dor do centro da vida e colocá-la em uma margem conhecida e talvez controlável (...)”.
Ainda sobre formas de tratamento, podemos citar a hipnose como ferramenta auxiliar e de uso remoto (1950). Seu uso clínico foi aprovado pela Associação de Medicina Britânica e Sociedade de Medicina Americana, além de obter a liberação de outros conselhos profissionais como psicologia, odontologia, fisioterapia, entre outros.
Devido a possível aversão do paciente à ambientes hospitalares e invasivos, o setting terapêutico pode ser agradável e acolhedor, fazendo-o se sentir ouvido e respeitado. Favorece assim o uso da hipnoterapia como recurso do imaginário, relendo sua própria história e traçando novas perspectivas de futuro.
As formas de utilização da hipnose são variadas e se fazem por meio de sugestões de imagens mentais detalhadas, de percepções sensoriais, criando assim, um foco atencional que favoreça alcançar seu objetivo. Para isso, utiliza-se de metáforas, linguagens específicas que vão atingir o inconsciente do indivíduo.
Vasconcelos (2009) esclarece que as estratégias da hipnose podem ser até mais eficazes que outros tratamentos para dor, além de ser uma alternativa mais econômica ao paciente. E o autor ainda completa a informação explicando que a analgesia hipnótica tem feito sucesso em diversos casos incluindo a odontologia, centros de queimados, procedimentos cirúrgicos, trabalho de parto e algumas especialidades na área infantil.
E por fim, sendo a dor uma sensação que todos passam em algum momento da vida, e que, se existe uma maneira de podermos amenizá-la e torná-la suportável, e se esta maneira inclui a ressignificação cognitiva da dor por meio de psicoterapia, incluindo a hipnoterapia de forma ética e eficaz, porque não utilizarmos destas ferramentas para favorecermos assim o bem estar do indivíduo de maneira global?

Referências

COMIN, O. Fibromialgia e Hipnose. Publicado em Delphos Instituto de Psicologia e Hipnose. Disponível em: http://www.portaldelphos.com.br/DocHipnose/hipnosefibromialgia.htm. Acessado em 26 de Janeiro de 2015.

DELLAROZA, M. S. G.; FURUYA, R. K.; CABRERA, M. A. S.; MATSUO, T.; TRELHA, C. ; YAMADA, K. N., PACOLA L. CARACTERIZAÇÃO DA DOR CRÔNICA E MÉTODOS ANALGÉSICOS UTILIZADOS POR IDOSOS DA COMUNIDADE.  Rev Assoc Med Bras 2008; 54(1): 36-41. 

http://www.scielo.br/pdf/ramb/v54n1/18.pdf. Acessado em 26 de Janeiro de 2015.
Instituto de Medicina Nuclear. DOR, O QUE É? Disponível em: http://www.dor.biochemistry-imm.org/cat.php?catid=3Acesso em 26 de janeiro de 2015.

LIMA, M. A. G. L.; TRAD, L. A. B. A DOR CRÔNICA SOB O OLHAR MÉDICO: modelo biomédico e prática clínica. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(11):2672-2680, nov, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v23n11/14.pdf. Acessado em 26 de Janeiro de 2015.

NEUBERN, M. S. Prática social, hipnose e dor crônica: alternativas de compreensão. Psicol. estud. [online]. 2012, vol.17, n.4, pp. 597-606. ISSN 1413-7372.  Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722012000400006. Acessado em 26 de Janeiro de 2015. 

POR MINHA VIDA. Hipnose ajuda a reduzir dores crônicas - A técnica também colabora para cortar doses de remédios. - PUBLICADO EM 26/06/2009. Disponível em: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/5288-hipnose-ajuda-a-reduzir-dores-cronicas. Acessado em 26 de Janeiro de 2015.

SCOPEL, E. J. EFEITOS DA HIPNOSE NA PERCEPÇÃO DE DOR EM MULHERES COM SÍNDROME DA FIBROMIALGIA. (2008) Disponível em file:///C:/Users/Josi/Downloads/hip%20fibromialgia.pdf. Acessado em 26 de Janeiro de 2015.

VASCONCELOS, Leon. Hipnose no Combate à Dor – Publicado em 21/09/2009 – Disponível em: http://www.comportamento.net/artigos/hipnose-no-combate-a-dor/. Acessado em 26 de Janeiro de 2015.

*Josiéte Trentini Stocco – CRP 08/11379 - Psicóloga Clínica, Formação em Terapia Cognitiva Comportamental/Especialização em Terapia Familiar Sistêmica e Neuropsicologia/Hipnoterapeuta. Contato: (41) 33939-4366 / (41) 9148-1892 - http://josietestoccopsicologa.blogspot.com.br/

**Artigo publicado no grupo Hipnoterapia Social - https://www.facebook.com/groups/hipnoterapiasocial/?ref=ts&fref=ts


***************************


TRABALHO, CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE E SAÚDE MENTAL 
Josiéte Trentini Stocco; Caroline Santos de Souza. Orientador: Carlos Augusto Serbena.

III Seminário de pesquisa do curso de Psicologia da UTP
 Resumo do trabalho de conclusão de curso de psicologia  
Ao exercer sua profissão em uma organização, o indivíduo inicia a construção de projetos para o 
futuro onde relaciona sua história individual, esperanças e desejos e contribui para a construção de sua 
identidade construindo diversas perspectivas em relação a sua vida laboral e suas necessidades físicas 
e mentais. Quando essas expectativas são ignoradas pela organização do trabalho podem causar 
sofrimento psíquico constituindo até mesmo uma sintomatologia. Realizamos um trabalho de pesquisa 
com ex-funcionários da área operacional de uma empresa, tendo como objetivo perceber o sofrimento 
psíquico gerado pelo fechamento desta, em função da construção da identidade em relação à mesma. 
Esta empresa, multinacional e moderna, gerou uma  enorme expectativa na comunidade próxima de 
Curitiba inserindo-se dentro do projeto de todos e  da coletividade. Foram  realizadas entrevistas 
individuais semi-estruturadas, gravadas, transcritas, analisadas e interpretadas, relacionando-as 
principalmente com a teoria de C. Dejours. Fizemos uso do método de saturação, ou seja, o número de 
entrevistados se esgotou a partir do momento em que houve repetição dos significados apresentados 
nas respostas dos entrevistados. Os resultados apontam para a construção de uma identidade laboral 
fundamentada nesta empresa, que alterou projetos de vida, expectativas e visão de si mesmo. O 
fechamento desta, implicou na quebra destes projetos e na necessidade de readaptação, constatada por 
todos como difícil e geradora de sofrimento, pois  manifestou-se fortemente o desejo de retorno a 
situação anterior.  
Palavras-chave: trabalho; identidade; saúde mental. 



A Ansiedade na Doença Crônica


Artigo apresentado para obtenção do Título de Especialista em Neuropsicologia
IBPEX – Instituto Brasileiro de Pós-graduação e Extensão / 2007

Publicado na Revista on-line Atlaspsico - Out 2008



RESUMO


O enfoque deste trabalho bibliográfico de caráter descritivo-exploratório foi pesquisar o desenvolvimento da ansiedade diante de uma doença crônica, a fim de favorecer o entendimento de alguns comportamentos do paciente. A busca se deu em banco de dados como “Pubmed”, “Scielo”, livros didáticos, periódicos, entre outros. Os resultados mostram que sintomas ansiosos poderão surgir a partir da existência da doença crônica, sejam eles relacionados a uma condição médica geral, ao enfrentamento da doença em si, às condições relacionais com o ambiente e equipe de saúde, bem como de seus aspectos bio-psico-afetivos. Sendo assim, são de extrema relevância as intervenções psicológicas para perspectivas favoráveis em relação ao tratamento, prognóstico e qualidade de vida do paciente com doença crônica.

Palavras-chave: ansiedade, doença crônica, psicologia.


                1. Introdução



A vida moderna, muitas vezes, acaba por exigir mudanças nos padrões comportamentais do indivíduo, a fim de que possa ajustar-se à grande maioria. Assim, surgem situações conflituosas que abrangem questões familiares, profissionais ou sociais. Além disso, dificuldades fisiológicas e psicológicas são comumente identificadas e caminham juntas nos processos patológicos.
Entre as dificuldades psicológicas podemos citar, entre outras, a ansiedade que é considerada uma emoção normal, experimentada por todos e que exerce a função importante de proteger o organismo e capacitar o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças ou perigos eminentes, porém, proporciona um sentimento de apreensão desagradável e vago. Percebe-se na literatura, que a ansiedade está presente em número relevante de portadores de doenças crônicas.
Mostra-se importante ressaltar que toda doença crônica reflete uma vivência marcada por desafios e revelações, empreendendo uma luta constante do paciente para vencer dificuldades. Uma das características centrais é sua determinação para mobilizar suas forças para continuar o tratamento. Nesse momento a ansiedade é eminente podendo tornar-se patológica.
Conforme cita Angerami et. Al (2001) são raras as publicações que enfocam as características psicológicas comuns do paciente crônico. Focam apenas especificidades psíquicas de cada doença. Nesta busca, percebe-se citações de que a ansiedade está presente nos processos crônicos de patologias variadas.
Portanto, no presente trabalho, tem-se como objetivo realizar uma revisão bibliográfica co-relacionando o desenvolvimento de processos ansiosos e suas manifestações na presença de doenças crônicas. Espera-se, com esta pesquisa, contribuir com profissionais da área da saúde, sob o ponto de vista psicológico, favorecendo a relação e o entendimento de certas reações ansiosas do paciente diante de seu quadro crônico, bem como valorizar o papel do psicólogo em instituições de saúde como auxiliar nesse processo, tendo como objeto fundamental o bem estar do paciente e a adesão ao tratamento.



2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Fundamentação Teórica

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “total bem estar biopsicosocial da pessoa e não somente a ausência de doença.” (Angerami et. al. (2001) Subentende-se que alterações nestes aspectos podem significar o desenvolvimento de alguma doença, seja ela, fisiológica ou psicológica.
Diante de uma doença crônica (diabetes, câncer, insuficiência renal crônica, lúpus, entre outras.), o paciente poderá sofrer alterações do ponto de vista psicossocio-afetivo, gerando patologias comórbidas, entre elas a ansiedade.
Segundo Angerami et. Al. (2001), “Zozaya, J. L. G. (1995) define doença crônica como qualquer estado patológico que apresente uma ou mais das seguintes características: que seja permanente, que deixe incapacidade residual, que produza alterações patológicas não reversíveis, que requeira reabilitação ou que necessite períodos longos de observação, controle e cuidado. São produzidos por processos mórbidos de variada etiologia, que por sua relativa freqüência e severidade revestem singular importância medica, social e econômica para a sociedade.”
Para Schneider (1976), “certos indivíduos se tornam doentes crônicos pela simples razão de apresentarem alterações somáticas tão importantes que são forçados a renunciar a qualquer possibilidade de adaptação e de desenvolvimento, mesmo restrito e sentem necessidade de cuidados constantes.” (Angerami et. al., 2001).
Angerami et. al. (2001) considera que o paciente crônico é aquele que possui uma doença incurável. Esse mesmo autor refere que “com a doença, quebram-se a dinâmica e as relações existentes entre o indivíduo consigo mesmo e com o mundo”.
Schneider (1976) coloca que a crônicidade se caracteriza pela forma com que o paciente percebe a sua doença, e, sendo assim, poderá acarretar em conseqüências modeladoras da sua vida psicológica. (Angerami et. al., 2001)
Considerando que a percepção e aceitação do paciente são fundamentais nos processos de doenças crônicas, visto que este passa por alterações funcionais e relacionais, causando limitações e necessidade de adaptações, podemos entrar no âmbito das possibilidades de surgimento de características ansiosas a partir de tal diagnóstico.
Olivieri (1985) in Angerami et. al., 2001, refere que “o Ser Doente tem ameaçado seu futuro, o que acarreta grande insegurança e ansiedade.” Ainda em Angerami, Tähkä (1968) coloca a percepção de alguns pacientes em relação ao internamento em hospitais como “(...) um lugar seguro, do qual esperam ajuda, alívio dos sintomas que lhe causam dor, ansiedade e desamparo (...)." Porém, completa referindo-se às percepções diferenciadas, como cita “(...) o sentimento dominante tende então a ser a ansiedade, a qual pode, em variáveis graus, dever-se à sua enfermidade, à sua situação de vida ou aos temores que tenham de hospitais”.
Conforme Bromn, O’Leary e Barlow, 1999 (in PEREIRA, 2005), a ansiedade é uma emoção normal que tem como função proteger o organismo de uma ameaça ou perigo, que pode ser caracterizada como reação de luta ou fuga diante de uma situação inesperada. Entre as sensações físicas estão a taquicardia, sudorese, formigamento, entre outros. PEREIRA (2005), completa que “(...) apesar de envolver sintomas nem sempre agradáveis, a ansiedade é adaptativa, podendo ser bastante benéfica em determinadas ocasiões, preparando-nos para futuros problemas, ajudando-nos a contorná-los e muitas vezes melhorando nosso desempenho”.
Diz o mesmo autor, que, “(...) quando a intensidade ou duração da ansiedade é desproporcional à situação temida e passa a causar prejuízos na vida do indivíduo, esta passa a ser considerada inadequada”. Explica ainda que o estímulo torna-se aversivo do qual o sujeito passa a esquivar-se e o humor torna-se irritável, podendo gerar outras patologias como a depressão entre outras síndromes ou fobias.
Segundo KAPLAN (2003), de uma forma geral, as pessoas normalmente experimentam uma ampla faixa de humores, que podem variar entre normal, elevado ou deprimido e têm um repertório igualmente variado de expressões afetivas. Elas sentem-se no controle, mais ou menos, de seus humores e afetos. Os transtornos do humor constituem um grupo de condições clínicas caracterizadas pela perda deste senso de controle e uma experiência subjetiva de grande sofrimento.
LIMA & LIMA (1983) (in DYNIEWICZ, Ana Maria; ZANELLA, Eloísa; KOBUS, Luciana Schleder Gonçalves, 2004) enfatiza que “(...) existe uma situação de estresse onde a ansiedade se faz presente e constante durante todo o tratamento.” Segundo os autores, isso ocorre pela convivência com a dor, o medo e a falta de perspectiva.
Pessotti (1978) define a ansiedade como o componente nuclear do estresse, sendo compreendida como as condições aversivas que provocam comportamentos de esquiva ou fuga.  A ansiedade implica algum modo de impotência do indivíduo, ocorre a instauração de uma condição aversiva ou penosa, e algum grau de incerteza ou dúvida. O estresse para este autor estaria, portanto, contido no conceito de ansiedade.
May (1980) considera que a ansiedade tem um propósito: proteger-nos dos perigos que ameaçam a nossa existência ou os nossos valores. Ela é útil, portanto, para a sobrevivência e para o nosso desenvolvimento, desde que mantida em níveis suportáveis, quando atua como um estímulo a consciência, a vigilância e a ação.
 Jenkins (1991) salienta que a ansiedade também pode aumentar a possibilidade do paciente sofrer mais dor, bem como uma série de outros sintomas, desde a angústia e depressão, até as inesperadas náuseas e vômitos agravados pelas emoções.
Razavi (1994) afirma que os transtornos de ansiedade podem comprometer a qualidade de vida e dificultar a capacidade de funcionamento social e emocional do paciente. Nessa fase a ansiedade requer intervenção terapêutica.
Na trajetória da doença crônica, a ansiedade se manifesta precocemente, mesmo durante os diversos momentos do diagnóstico. Depois, continua durante o tratamento e pós-tratamento.
Mostra-se a necessidade que a ansiedade demasiada vivenciada pelo paciente seja observada pela equipe de saúde. Isso porque pode comprometer significativamente o sucesso do tratamento. Portanto, atender às questões emocionais do paciente corresponde a melhorar substancialmente o tratamento clínico.
Vários autores ao longo de seus estudos têm argumentado que a ansiedade independentemente de seu grau, pode reduzir substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, podendo ainda favorecer a morte prematura do paciente. Assim sendo, a atenção terapêutica da ansiedade é uma das medidas fundamentais durante o tratamento de diversas doenças crônicas.
Maguire (1993) acredita que o estresse causado por um diagnóstico de doença crônica e seu tratamento pode precipitar a recaída de um Transtorno de Ansiedade preexistente. Estes transtornos podem incapacitar e dificultar até o tratamento, motivo pelo qual requerem um diagnóstico imediato e um controle eficaz.
Entretanto, percebe-se que a maioria dos autores pesquisados relata que as reações de ansiedade que se prolongam por muito tempo ou são muito intensas podem comprometer a adaptação do paciente em relação ao seu prognóstico e qualidade de vida.
Para Breitbart (1995), alguns outros fatores podem aumentar a probabilidade de Transtornos de Ansiedade durante o tratamento da doença. Entre eles se incluem os antecedentes pessoais de Transtornos de Ansiedade, concomitância de quadros dolorosos intensos, concomitância de limitações funcionais ou de carência de apoio social e consciência do avanço da doença.
Kay e Tasman (KAY; TASMAN, 2002, p.306) enfatizam que o tratamento deve voltar-se para a redução e eliminação dos sintomas depressivos ou ansiosos, com restauração integral do funcionamento psico-social. A melhoria do funcionamento adaptativo após o episódio depressivo e ansioso deve ser um dos objetivos associados. O estabelecimento de uma relação funcional entre paciente, família e terapeuta, promove geralmente uma melhor recuperação, sendo fundamental, além da conduta, o melhor tratamento para o paciente.
Furtado e Lima (2003), referindo-se à fibrose cística em crianças, relatam que o impacto da doença pode gerar medo e ansiedade principalmente no que se refere ao temor da morte.
Marcelino e Carvalho (2005), ao tratar sobre o diabetes colocam que:

“Os sentimentos que acompanham o adoecer são negativos, pois as pessoas ao depararem com algo diferente e invasivo, demonstram sentimentos de menos valia, inferioridade, medo, raiva, ansiedade e até depressão.
Menninger e Daniels (1976, citados em Grünspun, 1980) constataram a presença da depressão e da ansiedade na maioria dos diabéticos.
O diabete é uma doença crônica, potencialmente invalidante, que determina mudanças internas nas atividades diárias da pessoa. São vivenciados vários sentimentos, como regressão, perda da auto-estima, insegurança, ansiedade, negação da situação apresentada e depressão.
De acordo com a estrutura psíquica da pessoa e seus recursos internos, ela lidará, melhor ou pior, com a nova situação de doença... (Graça & cols., 2000, p. 215)”

Segundo Parkenson (in ALMEIDA, A. M., MELEIRO, A. M., 2000), referindo-se à depressão em pacientes com Insuficiência Renal Crônica, nesses pacientes “a percepção negativa de seu estado de saúde foi mais associada com o grau de ansiedade e depressão que com a gravidade da doença”.
É importante ressaltar que a ansiedade também pode ser gerada por uma condição médica. Ou seja, de causa fisiológica e não psicológica. Conforme especifica o DSM IV (Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais), “o Transtorno de Ansiedade Devido a uma Condição Médica Geral (F 06.4 - 293.89), caracteriza-se por uma ansiedade clinicamente significativa considerada decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral.” (DSM IV, 2002)
O DSM IV explica ainda que:
“Uma variedade de condições médicas gerais pode causar sintomas de ansiedade, incluindo condições endócrinas (por ex., hiper e hipotiroidismo, feocromocitoma, hipoglicemia, hiperadrenocorticismo), condições cardiovasculares (por ex., insuficiência cardíaca congestiva, embolia pulmonar, arritmia), condições respiratórias (por ex., doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, hiperventilação), condições metabólicas (por ex., deficiência de vitamina B12, porfiria) e condições neurológicas (por ex., neoplasmas, disfunção vestibular, encefalite).” (DSM IV, 2002)
Para KAPLAN (2003), O Sistema Nervoso Autônomo (S.N.A.) é mais conhecido por sua regulação da resposta simpática de “luta/fuga/medo” e da resposta parassimpática de “relaxamento e restauração”. Os dois sistemas trabalham juntos para manter a homeostase do corpo.
Segundo o autor, a excessiva ativação simpática esta relacionada à maioria das doenças provenientes do estresse. O S.N.A. é regulado por vários centros no cérebro, em particular o córtex cerebral, o hipotálamo e a medula oblonga. O hipotálamo desempenha um papel importante na conexão corpo/mente e é um dos principais componentes do sistema límbico. O sistema límbico é um grupo de estruturas do cérebro, ativadas por excitação e comportamento emocional, que influenciam os sistemas endócrino e autônomo. As respostas límbicas são refletidas numa alteração geral do humor e em sentimentos de bem-estar e angústia.
Freud (1936) considerou a ansiedade como um estado ou condição emocional desagradável, incluindo componentes fisiológicos e comportamentais, acompanhados por descargas motoras, conseqüentes de uma situação de perigo. Além disso, por sua inegável relação com a expectativa, caracterizou-a como ansiedade por algo. Desde a Antiguidade vários autores já se manifestaram a respeito da ansiedade, mas anteriormente a Freud era discutida pelos filósofos preocupados com conflitos e crises existenciais dos seres humanos. Freud deu-lhe uma posição científica de destaque e colocou a ansiedade em evidência para a compreensão dos distúrbios emocionais e psicológicos.
Segundo Andrade e Gorenstein (1998), o estado de ansiedade é conceituado como um estado emocional transitório ou condição do organismo humano que é caracterizada por sentimentos desagradáveis de tensão e apreensão, conscientemente percebidos e por aumento na atividade do sistema nervoso autônomo.


2.2 Metodologia

Partindo do princípio de que o presente trabalho estaria relacionado com aspectos psicológicos, optou-se por pesquisar sobre assuntos relacionados com a ansiedade e a doença crônica.
Esta é uma pesquisa bibliográfica de caráter descritivo-exploratório, realizada por meio de consultas a bases de dados do Pubmed, Scielo, além de livros didáticos, artigos, periódicos nacionais de autores de Psicologia e áreas afins. Usaram-se as palavras-chave: “ansiedade, doença crônica e psicologia”, além de outras relações como “aspectos psicológicos, angústia, suporte psicológico”.
Sendo assim, partindo de várias bases teóricas sobre o assunto, foi realizada uma análise criteriosa dos referenciais encontrados com objetivo de identificar possíveis relações entre a doença crônica e a ansiedade, bem como possíveis intervenções de profissionais da saúde diante destes quadros patológicos.

2.3 Resultados e Discussão
Considerando saúde como “o bem estar biopsicosocial da pessoa e não apenas a ausência de doença” (conforme OMS in Angerami et. Al, 2001), entende-se que a falta de saúde implicará em alterações consideráveis na vida do indivíduo. Desta forma, uma doença crônica poderá acarretar em renúncias, restrições, adaptações e questionamentos internos, gerando outras patologias somáticas, entre elas a ansiedade que caracteriza-se por acréscimos de sintomatologias que poderão causar maiores prejuízos à vida do indivíduo, sob o ponto de vista físico e emocional.
Os autores estudados consideram a doença crônica como um estado patológico que rompe as barreiras do indivíduo com ele próprio e com seu meio relacional, seja ele social, afetivo, laboral ou familiar. Essas condições poderão dificultar o tratamento e gerar comorbidades.
Para os autores, a ansiedade pode ser considerada um sentimento dominante que está relacionado aos medos, preocupações e características da própria doença que poderá levar o indivíduo à luta e fuga diante da situação inesperada que pode ser visualizada como ameaçadora e perigosa. Caso a ansiedade torne-se presente continuamente, o indivíduo poderá experimentar oscilações de humor, aumentando os sintomas e diante de tais circunstâncias, poderão se caracterizar como transtornos.
Verificou-se também que a intervenção terapêutica, do ponto de vista psicológico, realizada ao paciente no momento oportuno, poderá favorecer de modo que o tratamento da doença crônica se torne mais eficaz, com melhor adesão, prognóstico e qualidade de vida do paciente prevenindo e / ou tratando os sintomas ansiosos evitando outras patologias comórbidas.
Percebe-se que a grande maioria da literatura encontrada refere à existência da ansiedade no curso da doença crônica de uma forma isolada, ou seja, a ansiedade surge em algum momento no paciente com patologias específicas. Porém, não encontramos estudos sugerindo que a ansiedade está presente nos quadros patológicos crônicos independente de qual seja esta patologia.

3. CONCLUSÃO
A ansiedade é uma vivência humana universal dentro do espectro da normalidade, associada à vivência de medo e de outros estados de ânimo e emocionais semelhantes. Apresenta-se como um processo normal do crescimento, da mudança, de experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. Mas, a ansiedade patológica, caracterizada pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante, ao invés de contribuir com o enfrentamento da doença de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação. Portanto, há condições em que a ansiedade deixa de ser uma reação normal e se torna viável uma intervenção terapêutica.
Através da pesquisa realizada encontramos evidências de que o tratamento da doença crônica depende das favoráveis condições de saúde mental do paciente levando em consideração a relação existente entre este e a equipe de saúde que o acompanha.   
A partir da análise dos referenciais estudados, percebeu-se que a ansiedade é uma sintomatologia importante que evidencia-se na grande maioria das doenças crônicas, seja como característica secundária fisiológica de uma condição médica geral (condições endócrinas, cardiovasculares, respiratórias, metabólicas e neurológicas), bem como um sintoma decorrente das mudanças ocorridas no estilo de vida em geral do indivíduo no curso da doença. 
A psicologia, na figura do terapeuta, tem um papel importante no sentido de reforçar as orientações dadas pela equipe de saúde, oferecer suporte psicológico, trabalhar com a elaboração de conteúdos pertinentes e por desenvolver suas atividades continuamente ao lado do paciente. Parte dessas atividades engloba o conforto e apoio ao paciente e sua família, procurando preservar a auto-imagem, segurança e confiança em si mesmo.
Concordando com Kaplan (KAPLAN, 2003) considera-se que o tratamento dos transtornos do humor, incluindo a ansiedade, deve garantir a segurança do paciente por meio de um bom vínculo com o terapeuta, também garantir uma completa avaliação diagnóstica e um plano de tratamento que inclua os sintomas imediatos, em como o bem-estar futuro do paciente.
Fez-se jus ao conhecimento adquirido com esta pesquisa, pois possibilitou maior proximidade com o tema, além de percebemos a relevância dada por alguns autores à intervenção psicológica, em casos patológicos envolvendo a ansiedade e a doença crônica.
Sendo assim, sugerimos que novos trabalhos científicos envolvendo o tema pesquisado, sejam desenvolvidos por psicólogos, realizando estudos sistemáticos e padronizados, favorecendo o paciente crônico no que diz respeito aos aspectos psicológicos envolvidos, e assim, acrescentando novos dados na literatura a partir de evidências científicas.





REFERÊNCIAS

ALMEIDA, A.M., MELEIRO, A. M. Depressão e IRC: uma revisão. J Bras nefrol 2000; 22(i) : 192- 200.

ANDRADE, L. H. S.G.; GORENSTEIN, C. Aspectos gerais das escalas de avaliação de ansiedade. Revista de Psiquiatria Clínica. V.25, n. 6, nov.-dez. 1998. (edição especial).

ANGERAMI, V. A. et. Al. E a psicologia entrou no hospital. São Paulo: Pioneira Tomson Learning, 2001; 147-175.

BREITBART W - Identifying patients at risk for, and treatment of major psychiatric complications of cancer. Support Care Cancer, 1995;3:45-60.

FREUD, S. Inibição, sintoma e angústia. Obras completas. Biblioteca Nueva Madrid: 1968.

FURTADO M.C.C., LIMA R.A.G. O cotidiano da família com filhos portadores de fibrose cística: subsídios para a enfermagem pediátrica.

JENKINS, P. L., LINIGTON, A. & WHITAKKER, J. A. (1991). A retrospective study of psychosocial morbidity in bone marrow recipients. Psychosomatics, 32(1), 65-71.

KAPLAN, HI; SODOCK, BJ; GREBB, JA. Compêndio de Psiquiatria – ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 7ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

KAY, J; TASMAN, A; LIEBERMAN, JA. Psiquiatria: Ciência comportamental e fundamentos clínicos. Editora Manole, 2002.

LIMA, M.G; LIMA, A .C .L. Pacientes renais crônicos e transplantados. São Paulo: GBM, 1983.

MAGUIRE, P. _ ABC of breast diseases: psychological aspects _ BMJ 309: 1649-52, 1993.

MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. DSM-IV TR  4 ed. Artmed, 2002.

MARCELINO, D. B., CARVALHO, M.D.B. Reflexões sobre o Diabetes Tipo 1 e sua Relação com o Emocional. Universidade Estadual de Maringá, Psicologia: Reflexão e Crítica, 2005, 18(1), pp.72-77

MAY, R. (1980). Significado da ansiedade. Rio de Janeiro: Zahar.

PEREIRA, A. L. S. Construção de um Protocolo de Tratamento para o Transtorno de Ansiedade Generalizada. Rio de Janeiro, 2005. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto de Psicologia. Universidade federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.

PESSOTTI, I. Ansiedade. São Paulo: EPU, 1978.

RAZAVI D, DELVAUX N, FARVACQUES C ET AL - Screening for adjustment disorders and major depressive disorders in cancer in-patients. Br J Psychiatry, 1994;156:79-83.

 

Josiéte Trentini Stocco (autora principal)
Caroline Santos de Souza Nascimento
Orientadora: Ana Paula B. V. da Silva



VENCENDO O STRESS
 
A exigência do mundo moderno acarreta em uma busca contínua que resulta em excesso de atividades e conseqüentemente uma escassez de tempo. Com isso, percebem-se alterações comportamentais e relacionais que podem desencadear um processo de estresse. Além disso, fatores como traumas, catástrofes, abusos, mudanças, entre outros, também podem ser considerados estressores.


Marilda E. N. Lipp, (Ph. D. em psicologia e fundadora do Centro Psicológico de Controle de Stress / SP) define estresse como “uma reação do organismo que ocorre quando ele precisa lidar com situações que exijam um grande esforço emocional para serem superadas.” Sendo assim, é uma reação natural do organismo, mas que em alguns casos passa a ser um pedido de “socorro” quando algo está além do seu limite de capacidade.

Entende-se que fatores externos desfavoráveis provocam uma reação no organismo até que ele entre em processo de adaptação. Como exemplo, podemos considerar um trabalhador que necessita mudar seu turno de trabalho de diurno para o noturno. A mudança exigirá alterações em seus horários de lazer, descanso (sono), alimentação e relacionamentos (social/familiar). Com isso, poderá sentir maior sonolência, alteração do apetite, irritabilidade, até que ocorra a adaptação (síndrome de adaptação). Podemos chamar então de ESTRESSE NORMAL, necessário para lidar com a rotina diária.

Porém, quando estamos diante de situações que não damos conta, ou seja, quando surge a dificuldade de adaptação com a situação, a ansiedade pode sair do controle e desencadear sintomas característicos de um ESTRESSE PATOLÓGICO. Os sintomas podem iniciar com uma simples dor de cabeça, irritabilidade, insônia, desinteresse, podendo chegar a desenvolver transtornos de ansiedade e de humor.

A ocorrência do estresse dependerá do quanto a situação é estressante e da forma com que o indivíduo encara as dificuldades e frustrações vivenciadas. Nosso organismo reage naturalmente ao estresse e entra em estado de Alerta, porém, ao perceber sintomas, estratégias de enfrentamento e controle devem ser tomadas antes que o estresse chegue na fase da Exaustão, pois nesta fase, poderá ter um comprometimento da sua rotina diária.

Portanto sugere-se algumas formas de prevenção:


 Identifique o fator estressor;

 Reavalie seus pensamentos e sentimentos em relação à situação;

 Busque alternativas e estratégias de resolução dos problemas;

 Faça planejamentos verificando atividades e prazos;

 Saiba dizer não quando necessário;

 Seja assertivo;

 Se preferir, solicite ajuda;

 Procure ter um bom relacionamento interpessoal;

 Cuide com a auto-exigência, você tem limites;

 Melhore sua qualidade de vida incluindo bons hábitos alimentares e atividades físicas.

 Viva Feliz!


Artigo  Publicado no "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo em 30/09/2011.



O QUE É ADOLESCÊNCIA



Durante o desenvolvimento do ser humano existem processos de mudanças que marcam passagens de uma fase da vida à outra, como infância, adolescência, idade adulta e velhice. Estas fases são determinadas por mudanças físicas e psicológicas com objetivo de trazer um amadurecimento.
Para o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 – Art. 2º), a adolescência é compreendida dos 12 anos de idade e estendendo-se até os 18 anos. Para a Organização Mundial de Saúde (http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/multimedia/adolescente/adolejuventu2.swf), a adolescência ocorre na segunda década da vida, dos 10 aos 19 anos. Sob o ponto de vista psicológico, acredita-se que podem ocorrer variações discretas nessa cronologia, tendo em vista os fatores comportamentais e os contextos biopsicosocioculturais em que o indivíduo está inserido.
As características que predominam na adolescência são de caráter físico, emocional e social. Sob o ponto de vista físico, o indivíduo se depara com alterações visíveis como o início da menstruação e crescimento dos seios nas meninas e mudanças na entonação da voz nos meninos. Em comum, podem surgir espinhas, oleosidade na pele, aumento do peso e da estatura. São conseqüências de modificações hormonais que se intensificam neste período e com isso a autoimagem muda e autoestima tende a rebaixar, gerando dúvidas e curiosidades sobre si mesmo. Neste período, alterações emocionais aparecem com maior intensidade. As mudanças hormonais juntamente com a autoestima baixa trazem incertezas, medos, angústias e ansiedade. Nas questões sociais, buscam a identificação com grupos de amigos, bandas preferidas, músicas, estilos de roupas, para que possam encontrar-se. A necessidade de autonomia e independência faz parte do amadurecimento e deve ser reforçado, porém, supervisionado. Todo este conjunto de mudanças direciona-se para um processo que se conhece como “Busca da identidade”.
Por ser uma fase de instabilidade pode gerar confusão de papéis, agressividade, comportamentos impulsivos e opositores, isolamento e conflitos internos. Porém, essas características compreendem a chamada “Síndrome Normal da Adolescência”, e que exige flexibilidade de quem convive com o adolescente, além de muito diálogo, compreensão, orientação, esclarecimentos, troca de idéias, fortalecendo a autoconfiança e segurança, favorecendo a qualidade na relação familiar, acadêmica e social e nas escolhas futuras.
Contudo é importante ressaltar que nem tudo no período da adolescência é normal. Os pais são a chave da relação, portanto, devem ficar atentos a qualquer modificação de comportamento de seus filhos. Comportamentos que saem do limite da normalidade indicando situações de comprometimento como anorexia, bulemia, depressão, drogadição, transtornos de conduta, fobia social entre tantas outras patologias devem ser tratadas sob o ponto de vista médico e psicológico.

Produzido por Josiéte Trentini Stocco, Psicóloga Clínica com Formação em Terapia Comportamental e Cognitiva, Especialista em Neuropsicologia, com a colaboração de Priscila Stocco, acadêmica do 5º Período de Psicologia – UTP.
Artigo Publicado no "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo 15/ 04/2011



SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA







































Artigo Publicado no "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo 18/ 03/2011



O PRIMEIRO ANO ESCOLAR: a relação mãe, filho e escola.
























Artigo Publicado no "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo 28/ 01/2011


Por que fazer Psicoterapia?

O que é Psicoterapia?
Psicoterapia é um tratamento terapêutico dos problemas emocionais e/ou psicopatológicos que deve ser realizado por profissionais capacitados em auxiliar o paciente nas suas dificuldades pessoais, familiares, acadêmicas, profissionais, entre outras tantas situações que possam gerar conflitos e sofrimento. Esses profissionais são chamados de psicólogos ou terapeutas e exercem suas atividades em diversas áreas como clínicas, hospitais, escolas, comunidades, empresas.

Psicoterapia funciona?
Durante o processo de psicoterapia abrem-se novos canais de comunicação que favorecem o auto-conhecimento e crescimento pessoal, capazes de reestruturar os conteúdos conflituosos proporcionando mudanças significativas na vida do paciente. O terapeuta auxilia na busca interior, associando comportamento, pensamento e emoção no sentido de tornar o dia-a-dia funcional. Por isso é necessário que o paciente manifeste o desejo de engajamento no processo terapêutico e perceba-se como fonte principal do processo de mudança. Costumo dizer que o terapeuta não tem “varinha mágica” e “não transforma ninguém”, mas “ajuda na observação de novos caminhos” talvez antes não percebidos. Desta forma, a tendência é de que os problemas tomem outras dimensões, menos sofridas, menos estressantes, mais elaboradas e favoráveis. Então, psicoterapia funciona sim, porém, precisa de empenho, enfrentamento e dedicação por parte do paciente.

Preciso de tratamento psicológico?
Atualmente já está sendo desmistificada a idéia de que “terapia é pra louco” como já ouvimos muitas vezes. O corre-corre da vida moderna traz junto situações e patologias que necessitam de tratamento médico e psicológico. Assim, a busca por atendimento psicológico vem aumentando a cada dia, bem como, a inclusão desse profissional em equipes multidisciplinares. Os transtornos de humor como depressão, ansiedade, crises de pânico são muito comuns nos consultórios de psicologia, mas, além desses, outros transtornos como bipolaridade, fobias, paranóias, transtorno obcessivo-compulsivo (TOC), transtornos alimentares (anorexia, bulemia...), transtornos de aprendizagem (dislexia, TDAH...), são patologias que necessitam de acompanhamento psicológico. Porém, não se faz necessário uma queixa específica para buscar este tipo de tratamento. Situações de vida, necessidade de auto-aceitação, auto-conhecimento, inassertividade, stress, luto, questões da adolescência, relacionamento conjugal, relacionamento familiar, crises profissionais, entre outras, são também focos de terapia.

Qual o momento de iniciar um processo terapêutico?
As contingências da vida levam o indivíduo a buscar ajuda de diversas formas. Mas, quando buscar a psicoterapia? Não existe um momento ideal, existe um limite suportável que deve ser identificado pelo paciente. Quando perceber que já não consegue carregar o “fardo” sozinho, este pode ser o momento de buscar ajuda. A psicoterapia proporcionará auto-reflexão, ampliando a visão de si e do mundo, levando o paciente ao crescimento pessoal, aumento da auto-estima, percepções de suas potencialidades e aceitação de suas limitações.

Artigo Publicado no "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo / 08/2008

Ansiedade: Qual o limite da normalidade?
A vida moderna, muitas vezes, acaba por exigir mudanças nos padrões comportamentais do indivíduo, a fim de que possa ajustar-se à grande maioria. Assim, surgem situações conflituosas que abrangem questões familiares, profissionais ou sociais. Além disso, dificuldades fisiológicas e psicológicas são comumente identificadas e caminham juntas nos processos patológicos.
Entre as dificuldades psicológicas posso citar a ansiedade que é considerada uma emoção natural e necessária, experimentada por todos. Ela faz parte da evolução da espécie desde os tempos mais primitivos onde “luta e fuga” eram constantes.
Diante de situações perigosas, ameaçadoras ou desafiadoras a tendência é que nosso organismo reaja desencadeando reações fisiológicas, cognitivas e comportamentais. Para um melhor entendimento, imagine se você estivesse em um elevador e repentinamente ele parasse. O que você pensaria? “Como vou sair daqui?”, “Será que irão me encontrar?”.
Provavelmente seu sistema nervoso central seria ativado e desencadearia todo um processo fisiológico que envolveria aceleração do coração, respiração ofegante e transpiração. Nesse momento o corpo se prepara para exercer uma função importante de proteção do organismo e capacitação do indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças ou perigos eminentes, porém, proporciona um sentimento de apreensão desagradável. Automaticamente os componentes cognitivos são acionados e os pensamentos e preocupações surgem juntamente com os aspectos comportamentais como estalar os dedos, apertar as mãos, balançar as pernas, entre outros. Todo esse ciclo pode ser entendido como natural, ou seja, poderá ajudar a tomar atitudes, achar soluções, cumprir tarefas e até ir em busca de objetivos. Ao sentir-se seguro novamente, o seu sistema nervoso retornará ao seu estado natural de repouso. Assim, entende-se que a ansiedade é adaptativa.
Todos nós passamos por situações estressantes que podem desencadear um quadro ansioso como a perda do emprego, uma viagem, um discurso, a morte de alguém importante, formatura, entre tantas outras situações que fazem parte do nosso dia-a-dia, porém, são situações de ansiedade transitória. Mas, quando esta ansiedade interfere na rotina diária, trazendo preocupações excessivas, alterações do sono, incapacidade de relaxar, bem como alguns sintomas físicos como, por exemplo, diarréia, tremores, sudorese intensa e cefaléia perdurando por meses e generalizando as sensações para o seu contexto de vida, torna-se preocupante, pois, outros transtornos poderão estar associados (ansiedade generalizada, fobias, pânico...).
Portanto, é importante a auto-percepção. E, na dificuldade de autocontrole ou suspeita de que algum transtorno possa estar instalado deve-se buscar ajuda profissional para esclarecimentos e se necessário, o tratamento.

Artigo publicado no "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo / 2008

Tabagismo!






Segue o link da revista Cenários & Sabores onde contém artigo sobre o tabagismo na pág 44. Aborda a visão nutricional e psicológica da dependência do tabaco. A revista tem distribuição gratuita na cidade e a primeira edição foi lançada em abril deste ano (2010).

Boa leitura!

Enquete: Qual assunto da área de psicologia você tem interesse?

Para Refletir:

"Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo." Hermann Hesse