Quem sou eu?

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Campo Largo, Paraná, Brazil
Psicóloga Clínica, graduada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Pós-graduada em Neuropsicologia e Terapia Familiar Sistêmica. Hipnoterapeuta. Formação em Terapia Comportamental e Cognitiva. Atendimentos em saúde mental: Tanstornos de ansiedade, Transtornos de humor, Problemas relacionais (família/casal), escolares, entre outros. Desenvolve cursos para auxiliar no emagrecimento - "Programa de Emagrecimento: Pense Magro", curso para pais e casais, palestras diversas. Artigos Publicados Direitos autorais reservados.
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ENTREVISTAS





MUDANÇA DE CLIMA ALTERA O HUMOR.
Entrevista fornecida ao Jornal "O Metropolitano" de Campo Largo, edição do dia 19/08/2011



Referencial pesquisado:

**Rev. Bras. Psiquiatr. v.21  s.1 São Paulo maio 1999: Conceito e diagnóstico

**Rev. Bras. Psiquiatr. v.29  supl.1 São Paulo maio 2007: Superposição entre depressão atípica, doença afetiva sazonal e síndrome da fadiga crônica

**Rev. Bras. Psiquiatr. v.30 n.1 São Paulo mar. 2008: Pituitary volume and the effects of phototherapy in patients with seasonal winter depression: a controlled study




SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA
Entrevista fornecida ao Jornal "O Metropolitano" de Campo Largo, edição do dia 18/03/2011


1-Existe uma idade certa para o início da vida sexual?
Não existe uma “idade” para que o indivíduo inicie a sua atividade sexual. Este processo deveria estar relacionado à maturidade, porém, na prática não é bem assim que acontece.

2-Qual é o momento certo para as meninas procurarem o ginecologista?
Teoricamente, poderia ser após a primeira menstruação (por volta dos 12 anos) já que potencializa todo o processo de mudanças hormonais, alterando o estado fisiológico (cólicas, enxaquecas, mal estar...) e emocional (TPM...) da adolescente, além da possibilidade de gravidez em função da ovulação. Na prática, nem sempre ocorre desta forma. As adolescentes demonstram um certo receio e até mesmo vergonha da primeira consulta ao ginecologista. Normalmente, a partir de uma queixa como cólica menstrual, corrimento vaginal ou suspeita de gravidez, a mãe, juntamente com a filha busca avaliação médica. Porém, se a consulta ocorrer antes de se perceber um “problema” pode-se evitar preocupações futuras. Valorizar a importância deste momento e tranqüilizar a adolescente é fundamental para que ela perceba em seu médico (a) um aliado (a) que poderá orientá-la e tirar suas dúvidas. Além disso, a mãe estando presente neste momento que é um marco na adolescência passará confiança à sua filha e poderá fortalecer o vínculo entre elas.

3-Em que momento os pais podem conversar com seus filhos sobre sexo?
Sempre que houver curiosidade por parte dos filhos, ou situações pertinentes, os pais devem estar abertos ao diálogo, pois assim evita-se informações equivocadas que possam levar os adolescentes à atitudes também equivocadas.

4-Quais são as dúvidas mais frequentes dos jovens sobre sexo?
Os adolescentes têm muitas dúvidas em relação a questões sexuais que variam de acordo com a idade e vivência de cada um. Como demonstrar o desejo de “ficar” com alguém, como usar a camisinha ou saber quais os dias férteis são dúvidas frequentes.

5-Os jovens estão despertando mais cedo para a vida sexual?
Acredito que sim, já que os meios de comunicação como TV e internet estão mais acessíveis para eles e acabam possibilitando o acesso à todos os tipos de informações. Com isso, existem os prós e contras já que pode não haver censura e limites destas informações conforme a idade do adolescente. Certas brincadeiras, estilos de danças, roupas e até mesmo maquiagem, podem servir de motivação para que a (o) adolescente busque este contato de forma precoce, sem preocupações com conseqüências futuras. Portanto, os pais devem ficar em alerta, e, sempre que possível utilizar meios de controle de acessos à mídia, orientar os filhos ao perceber mudanças comportamentais e principalmente estabelecer diálogos diários para que se sintam seguros e confiantes dentro do lar.


LEI QUE PROÍBE CASTIGOS FÍSICOS DIVIDE OPINIÕES.
Entrevista fornecida ao Jornal "A Notícia" de Campo Largo, edição do dia 27/07/2010
Um projeto de lei que proíbe os castigos físicos às crianças e adolescentes está em tramitação no Congresso Nacional e divide opiniões entre os pais e especialistas. Enquanto muitas pessoas são favoráveis à lei, outras acreditam que, diferente da agressão, as "palmadas" ajudam a educar, fazendo com que a criança entenda o que é certo ou errado. Mas afinal, qual é a melhor maneira de educar? 
    Para a dona de casa, Adriane Gequelim Cardoso, mãe de Higor de 12 anos e Rony de sete, o castigo físico não resolve o problema, porque muitas vezes a criança não entende nem mesmo o motivo pelo qual está apanhando. "O diálogo com os filhos é essencial e a melhor opção para que eles aprendam a agir de maneira correta. Já cheguei a dar umas chineladas sim, mas como resultado ouvi do meu filho: ‘nem doeu mãe', então percebi que aquilo não estava sendo produtivo", afirma ela.
    Segundo a empregada doméstica, Clarice Werner, as palmadas ajudaram na educação de seus três filhos Juliane, de 23 anos, Higor de 20 e Hiuri de 12. "Eles apanharam quando pequenos e nem por isso são pessoas revoltadas comigo ou com o mundo. Muito pelo contrário, são trabalhadores e educados", afirma ela, que garante que a palmada é totalmente diferente da agressão e que esta, sim, deve ser proibida. "Você bate para educar e não para machucar. Os pais precisam entender essa diferença e respeitar os limites".
 

 
   Para a psicóloga Josiete Tentrini Stoco, os castigos físicos, assim como as agressões verbais, não são a melhor alternativa para resolver problemas de comportamento infantil. Além da dor física eles podem afetar psicologicamente a criança. "As crianças aprendem a ter medo, podendo ter baixa-estima, revolta e insegurança, podendo desencadear também comportamentos delinquentes e anti-sociais", afirma ela, que garante que o importante é colocar limite, explicando as razões das condições estabelecidas. "O afeto e o diálogo são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento saudável de toda criança", explica Josiete.
    O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, garantindo o direito das crianças e adolescentes serem educados pelos pais e demais educadores sem o uso de castigos físicos como forma de correção ou qualquer outra justificativa. Não há punição penal para quem desobedecer a lei, apenas medidas sócio educativas, como tratamento psicológico.     Casos mais graves serão julgados pelo Código Penal.



GASTAR DEMAIS PODE SER UMA COMPULSÃO.
Entrevista fornecida ao Jornal "A Notícia" de Campo Largo, edição do dia 22/06/2010
http://www.folhadecampolargo.com.br/vernoticia.php?id=3101

Diante de circunstâncias perigosas ou desafiadoras, o suor excessivo das mãos, o coração acelerado e até mesmo o balançar das pernas repetidamente, são reações comuns. A ansiedade é uma emoção natural e necessária para o ser humano, mas a dificuldade de realizar tarefas simples como pedir uma informação ou atender ao telefone pode ser uma característica do transtorno ansioso.
Segundo a psicóloga Josiete Stocco, a ansiedade pode ajudar a tomar decisões, cumprir tarefas e alcançar objetivos. Ela é transitória e está presente em situações diárias. "Quando o sistema nervoso é ativado, o corpo se prepara para exercer uma função importante de proteção do organismo e capacitação do indivíduo. Ao sentir-se seguro novamente, o sistema nervoso retornará ao seu estado natural de repouso", afirma ela.
Os sintomas mais frequentes são as alterações de sono, a incapacidade de relaxar, diarreia, tremores, suor intenso, dores de cabeça, taquicardia, medo, entre outros. "É importante ressaltar que esses sintomas isolados não caracterizam transtornos de ansiedade. Existe todo um critério de identificação que determina a existência da patologia ou não", explica Josiete. A ansiedade é preocupante quando passa a interferir na rotina diária, impedindo que a pessoa realize as suas atividades normalmente, tornando situações anteriormente simples em uma realidade complicada, como falar em público ou pedir uma informação. O sintoma torna-se desproporcional à situação vivida, comprometendo a qualidade de vida e dificultando as relações sociais.
Muitas vezes o transtorno ansioso é uma herança genética ou pode ser desencadeado depois que a pessoa presencia um comportamento semelhante. A psicóloga explica que entre os diversos fatores, a ansiedade também pode estar relacionada com doenças cardíacas, pulmonares e endócrinas ou ser resultado de um diagnóstico que gere preocupação.
O tratamento é realizado de acordo com cada caso, especificamente. Geralmente são utilizados medicamentos acompanhados da psicoterapia, para ajudar na percepção da real situação em que a pessoa se encontra, buscando reconstruir o contexto de modo a perceber as distorções e desenvolver o autocontrole. "Em caso de suspeita de algum transtorno de ansiedade, é necessário se auto-observar e buscar ajuda profissional para esclarecimentos e possível tratamento", alerta Josiete.


ANSIEDADE: REAÇÃO NATURAL OU DOENÇA?
Entrevista fornecida ao Jornal "Folha de Campo Largo" de Campo Largo, edição do dia 14/05/2010. http://www.folhadecampolargo.com.br/vernoticia.php?id=2789






Diante de circunstâncias perigosas ou desafiadoras, o suor excessivo das mãos, o coração acelerado e até mesmo o balançar das pernas repetidamente, são reações comuns. A ansiedade é uma emoção natural e necessária para o ser humano, mas a dificuldade de realizar tarefas simples como pedir uma informação ou atender ao telefone pode ser uma característica do transtorno ansioso. 
    Segundo a psicóloga Josiete Stocco, a ansiedade pode ajudar a tomar decisões, cumprir tarefas e alcançar objetivos. Ela é transitória e está presente em situações diárias. "Quando o sistema nervoso é ativado, o corpo se prepara para exercer uma função importante de proteção do organismo e capacitação do indivíduo. Ao sentir-se seguro novamente, o sistema nervoso retornará ao seu estado natural de repouso", afirma ela.
 



Os sintomas mais frequentes são as alterações de sono, a incapacidade de relaxar, diarreia, tremores, suor intenso, dores de cabeça, taquicardia, medo, entre outros. "É importante ressaltar que esses sintomas isolados não caracterizam transtornos de ansiedade.    Existe todo um critério de identificação que determina a existência da patologia ou não", explica Josiete.
    A ansiedade é preocupante quando passa a interferir na rotina diária, impedindo que a pessoa realize as suas atividades normalmente, tornando situações anteriormente simples em uma realidade complicada, como falar em público ou pedir uma informação. O sintoma torna-se desproporcional à situação vivida, comprometendo a qualidade de vida e dificultando as relações sociais. 
     Muitas vezes o transtorno ansioso é uma herança genética ou pode ser desencadeado depois que a pessoa presencia um comportamento semelhante. A psicóloga explica que entre os diversos fatores, a ansiedade também pode estar relacionada com doenças cardíacas, pulmonares e endócrinas ou ser resultado de um diagnóstico que gere preocupação. 
    O tratamento é realizado de acordo com cada caso, especificamente. Geralmente são utilizados medicamentos acompanhados da psicoterapia, para ajudar na percepção da real situação em que a pessoa se encontra, buscando reconstruir o contexto de modo a perceber as distorções e desenvolver o autocontrole.     "Em caso de suspeita de algum transtorno de ansiedade, é necessário se auto-observar e buscar ajuda profissional para esclarecimentos e possível tratamento", alerta Josiete.



CURIOSIDADE POR ACIDENTES: É ALGO SAUDÁVEL OU PODE TRAZER PROBLEMAS?
Entrevista fornecida ao Jornal "A Notícia " de Campo Largo, edição do dia 01/02/2010.
Infelizmente vivemos uma realidade onde a violência nos ronda todos os dias, incluindo acidentes de trânsito, agressões físicas, homicídios... Embora haja orientações por parte dos profissionais de saúde e de segurança em relação ao comportamento ideal nestas situações, a curiosidade, nada saudável, atrai a população que coloca em risco a sua saúde física e mental.
Cada pessoa reage de forma diferente quando exposta a eventos traumáticos. Tudo dependerá de uma série de fatores genéticos, psicológicos e ambientais. A história de vida do indivíduo e as contingências a que está exposto no seu dia-a-dia são fatores de extrema importância no seu desenvolvimento psíquico. Algumas são mais vulneráveis e poderão desencadear reações emocionais posteriores à exposição. Estas reações podem surgir de formas variadas, como sintomas de ansiedade (fobias, estresse), imagens mentais, insônia, pesadelos, irritabilidade, sintomas depressivos entre outros.
Assim, medos que parecem infundados e que surgem no decorrer da vida em situações diversificadas, podem ser resquícios da memória de fatos presenciados no passado, ou seja, esses fatos poderão funcionar como estímulos eliciadores de respostas emocionais e comportamentais.
Para as crianças, presenciar situações de sofrimento, se deparar com um cenário inesperado, embora tente fantasiar o que está por vir, pode ser extremamente traumático e gerar sensação de impotência por não poder ajudar, deixando seqüelas emocionais, afetando a sua saúde mental e desencadeando sintomatologias. Na maioria das vezes, e depende da faixa etária, a criança não possui conceitos elaborados (ex. conceito de morte) que possam ser facilitadores para o entendimento do fato ocorrido, dificultando a readaptação à rotina anterior.
O ideal é evitar exposição desnecessária a situações violentas, principalmente quando não se tem conhecimento técnico que realmente possa ser útil à situação. Em particular, as crianças devem ser protegidas de tais situações, visto que permitir que elas presenciem eventos desta natureza é como por à prova a vulnerabilidade de sua saúde mental. Não há como mensurar a extensão e os efeitos de um trauma, porém, ele pode repercutir por toda uma vida alterando padrões de comportamento do indivíduo.

HORÁRIO DE VERÃO

Entrevista "Jornal O Metropolitano" de Campo Largo -  29/10/08

Quais são as principais mudanças que o sistema biológico sente com a chegada do horário de verão?


Entre as queixas que ouvimos da população em geral e mesmo dentro do consultório, as alterações no sono parece ser a mais percebida no período do horário de verão. As pessoas vão dormir mais tarde do que o habitual ou às vezes apresentam insônia inicial. Por outro lado, surgem as dificuldades para levantar pela manhã. Partindo do princípio de que o nosso corpo precisa de descanso preferencialmente noturno e que com este horário as pessoas acabam encurtando esse tempo de descanso, o metabolismo irá sofrer um déficit, pois poderá ocorrer um gasto maior de energia e uma menor reposição à noite. Com isso, pode surgir cansaço, sonolência diurna, alterações no humor e do apetite, dificuldades de concentração e memória, diminuição no rendimento escolar e profissional, visto que toda a rotina se antecipa em uma hora.


O sono é o principal afetado?
Acredito que sim. O sono é fonte principal de reposição das energias gastas durante o dia. Necessitamos de um período de horas de sono para nos sentirmos bem no dia seguinte, este período varia conforme a idade, sendo aproximadamente 16 horas de sono para os bebês, 9 a 10 horas na adolescência e 6 a 8 horas na idade adulta. A falta ou escassez do sono pode ser fator desencadeante de várias outras alterações fisiológicas e psicológicas.


O estresse pode aumentar no momento em que ainda nos adaptamos a mudança?
Algumas pessoas têm maior susceptibilidade ao estresse, e com as alterações no relógio biológico poderão potencializar os sintomas.


O metabolismo tende a ficar mais devagar nesta situação?
O nosso organismo trabalha no sentido de adaptação, seja no horário de verão ou em outras situações como viagens a locais onde o fuso horário é outro. Esta adaptação é gradativa. Pesquisas mostram que o tempo de adaptação de uma forma geral varia de 7 a 15 dias.


Para os estudantes que na maioria das vezes precisam acordar mais cedo, o horário de verão pode atrapalhar o raciocínio?
Nos primeiros dias podem sofrer alterações no rendimento escolar e pela sonolência matinal uma dificuldade de raciocínio. Isso não é regra e poderá ocorre até que o organismo se habitue ao novo horário.


Existem pessoas que costumam sofrer mais com as mudanças no horário?
Pessoas que têm horários pré-determinados para realizar suas atividades diárias acabam tendo maiores dificuldades. É importante salientar que cada indivíduo reage de uma forma específica a cada situação, então certamente alguns irão vivenciar este período sem grandes problemas enquanto outras poderão passar todo o período com algumas queixas.


O organismo funciona como uma grande fábrica com vários setores interligados, mas existe algum deles (parte de um sistema) que saia mais prejudicado?
Realmente o nosso organismo funciona integrado, então quando algo não vai bem, todo o metabolismo é alterado.


Algum distúrbio pode ser desencadeado nesse período?
Não acredito que algum distúrbio venha a ser desencadeado em função do horário de verão. Pessoas que já têm alguma patologia ou uma pré-disposição ao estresse, por exemplo, ou já tenham distúrbios do sono (insônia, hipersonia...), podem perceber alguma sensibilidade maior.


Quais são as melhores dicas para uma rápida adaptação ao horário de verão?
Entender que esse momento é passageiro e que logo seu corpo se adaptará é muito importante. Sob o ponto de vista psicológico e fisiológico recomenda-se que as pessoas durmam mais cedo, tenham uma alimentação leve, evitem chás e café antes de dormir, pois funcionam como estimulante. Aproveite o final da tarde para o lazer com a família ou amigos. Caminhadas também são bem-vindas, afinal exercícios físicos favorecem o bom funcionamento do organismo e para a saúde mental. Para complementar, antes de deitar tome um banho morno, ambiente tranqüilo e ouça uma música relaxante. São dicas que auxiliarão a ter uma boa noite de sono e acordar no dia seguinte com disposição e bom humor.




Enquete: Qual assunto da área de psicologia você tem interesse?

Para Refletir:

"Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo." Hermann Hesse