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Campo Largo, Paraná, Brazil
Psicóloga Clínica, graduada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Pós-graduada em Neuropsicologia e Terapia Familiar Sistêmica. Hipnoterapeuta. Formação em Terapia Comportamental e Cognitiva. Atendimentos em saúde mental: Tanstornos de ansiedade, Transtornos de humor, Problemas relacionais (família/casal), escolares, entre outros. Desenvolve cursos para auxiliar no emagrecimento - "Programa de Emagrecimento: Pense Magro", curso para pais e casais, palestras diversas. Artigos Publicados Direitos autorais reservados.
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PSICOPEDAGOGIA - POR JOYCE MENDES - MEC 627/05


A ESTIMULAÇÃO COMO PONTO CHAVE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: A CHAVE PARA FUTURAS CONQUISTAS.
O desenvolvimento humano constitui-se numa rede de relações, onde estão envolvidos múltiplos protagonistas, que interagem assumindo diferentes papéis que irão auxiliar na construção do desenvolvimento infantil. Compreende-se, então que o contexto de desenvolvimento da criança é sócio histórico. Dentro deste contexto se estabelece o papel da família, da escola e de todos os agentes envolvidos no meio da criança.
Os primeiros anos da infância são de extrema importância para que a criança esteja em um ambiente estimulador, prazeroso e lúdico, com oportunidades para desenvolver seus sentidos e habilidades. Quanto mais a criança participa das experiências físicas, afetivas e sociais, maiores serão o enriquecimento e desenvolvimento de sua inteligência. A criança quando estimulada se torna mais ativa, dinâmica, criativa, emocionalmente equilibrada e saudável, e passa a realizar melhor as atividades propostas, a encontrar soluções e a apresentar uma boa socialização.
O estímulo, nos primeiros anos da vida infantil, é um fator decisivo e fundamental para a formação da personalidade, da criança e para o seu desenvolvimento posterior, este acarretará na assimilação de uma série de conceitos, pertinentes á aprendizagem no ensino fundamental, e na sua vida cotidiana.
A estimulação constitui-se como parte integrante do desenvolvimento do ser humano, para a criança ela significa muito mais do que simples gestos corporais, ou sensoriais, resulta numa forma de linguagem que contribui para sua atuação sobre o meio em que vive, e é uma maneira que a criança encontra para expressar e compartilhar sentimentos.
Enquanto educadores, necessitamos estar atentos para as aquisições corporais infantis. Esta é uma fase em que precisamos valorizar cada um dos movimentos e gestos das crianças, pois cada um deles significa uma nova conquista em seu crescimento.
Deste modo, cabe aos profissionais envolvidos neste meio, desenvolver atividades, visando ampliar na criança o domínio de condutas psicomotoras, através da vivência e exploração dos movimentos, pois o estimulo é um recurso pedagógico valioso no processo educacional da criança.
Ações e espaços precisam ser planejados cuidadosamente para que as crianças possam desenvolver e ampliar seus recursos de comunicação, com desafios que possibilitem a elas a superação de limites e avanço em sua condição de situar-se no ambiente, e de explorá-lo com segurança e autonomia, conquistando aos poucos novas formas de expressão e movimento.
Diante do que foi explicito até então, considera-se importante a ideia de Pilleti (1988 p.10), que defende a que “... é através do corpo que a criança interage com o mundo”. Dessa forma, o conceito de imagem corporal torna-se indispensável para qualquer tipo de aprendizagem, pois é através da boa formação desse pré-requisito que a criança torna o seu corpo ponto de referencia, e este servirá como base para a aprendizagem de todos os conceitos indispensáveis a alfabetização, tais como: em cima, embaixo, á frente, atrás, esquerdo, direito, alto, baixo.
É de grande importância que o educador infantil desenvolva um trabalho dinâmico e intervencionista em relação á estimulação da criança, criando um ambiente rico, que proporcione uma variedade de experiências motoras como, por exemplo, a vivência de atividades em diferentes espaços (pátio, gramado, parque, etc.), a escolha de materiais pedagógicos diversificados, como areia, água, almofadas, espumas de tamanhos variados, tapetes, entre outros recursos interessantes para se trabalhar com esta faixa-etária. Estes recursos metodológicos tornam-se indispensáveis para um bom funcionamento da proposta com estímulos no desenvolvimento infantil.
Os educadores devem apresentar possibilidades e níveis de complexidade crescentes e adaptados ás capacidades e habilidades de cada criança, bem como ao seu nível de desenvolvimento.
Também cabe ressaltar a importância do ato de proporcionar experiências de movimento em ligação com as outras áreas do conhecimento (expressões linguísticas, lógico matemáticas, musicais...), pois através destas atividades haverá a construção de conceitos lógico-matemáticos e lingüísticos e sociais, que serão base para a gama de conhecimentos que a criança terá que adquirir futuramente.
Diante de todos os aspectos que foram apresentados, não podemos esquecer que a essência da qualidade do trabalho do professor e do aproveitamento do aluno está na forma pela qual o estímulo é oferecido. Este deve vir sempre acompanhado com o brincar, com o carinho, afeto e a cumplicidade. Não precisamos de recursos sofisticados para desenvolver a criança como um todo, mas devemos investir no desenvolvimento da inteligência, que a tornará, amanhã, uma pessoa confiante, segura e feliz.
Sabemos que é na infância que a criança adquire os primeiros preparos para o convívio social, tem as primeiras noções de valores morais e também, através de atividades apropriadas, aprimora as suas capacidades cognitivas e motoras.
Vale ressaltar, que o ponto chave para o sucesso na formação das crianças na primeira infância (0 a 6 anos) é a preparação de educadores que precisam estar realmente comprometidos com a sua função, e com o bem estar de seus alunos, se dedicando ao máximo para garantir uma educação de qualidade e realmente significativa para a formação da criança em todos os sentidos, para que o hoje possa ser a base para o seu desenvolvimento nas próximas etapas de sua vida. 

PILETTI, Nelson. Filosofia e História da Educação, São Paulo. Ed. Ática, 1988.


Joyce da Silva Mendes - MEC 627/05
Psicopedagoga Clínica e Institucional 
Atendimento 3ªs e 4ªs
(41) 3393-4366

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"Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo." Hermann Hesse